Feliz Aniversário, Frangueirão!
Hoje é um dia muito especial para a torcida Palmeirense, pois é aniversário do maior ídolo da história de nossa Sociedade Esportiva. Marcos Roberto Silveira Reis, aclamado pelo nome de “São Marcos”, completa hoje 37 anos, e continua sendo a muralha instransponível do nosso amado Verdão – mas o começo disso não foi fácil.
Em sua homenagem, vou contar um pouco de sua trajetória que começou como goleiro do Leçoence, e segue por um caminho repleto de dificuldades, glórias e conquistas.
Do interior para a capital
Marcos Roberto Silveira Reis é nascido em Oriente, interior de São Paulo. Ele começou a treinar futebol na categoria de base do Lençoense, time de Lençóis Paulista, também localizada no interior de São Paulo. Ele se tornou atleta profissional aos 18 anos, quando foi contratado pela Sociedade Esportiva Palmeiras em 1992, onde já está há 19 anos.
A estréia no Palmeiras
Sua estréia no gol do Palmeiras foi realizada no dia 16 de maio de 1992, pouco tempo após ser contratado. O jogo era um simples amistoso contra o Esportiva de Guaratinguetá, que foi vencido facilmente pelo Palmeiras por 4 x 0. O que deu a primeira oportunidade para Marcos atuar 90 minutos no Palmeiras foi Nelsinho Baptista.
Na época ele era somente o terceiro goleiro, e se tornaria o reserva somente em 1996.
1 semestre, 51 jogos
No início da temporada, com diversos jogadores do time fora de forma, o Palmeiras inicia o ano no agora extinto Torneio Rio-São Paulo. Marcos assume a titularidade no gol pois o goleiro Velloso estava renegociando o contrato com o Palmeiras. Infelizmente, o santo não deu sorte:
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[ 24/01/1999 ][ Palestra Itália ] Palmeiras 1 x 5 Vasco
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[ 27/01/1999 ][ Vila Belmiro] Santos 3 x 1 Palmeiras
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[ 30/01/1999 ][ Maracanã ] Fluminense 4 x 0 Palmeiras
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[ 06/02/1999 ][ Palestra Itália ] Palmeiras 2 x 1 Fluminense
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[ 13/02/1999 ][ São Januário ] Vasco 0 x 1 Palmeiras
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[ 17/02/1999 ][ Palestra Itália ] Palmeiras 3 x 2 Santos
Em apenas 3 jogos o Marcão levou 12 gols, uma média de 4 gols por jogo. Eu me lembro bem dessa época, eu quase pirei! Como um time desses com esse goleirinho fraquinho poderia tentar disputar uma Libertadores? IMPOSSÍVEL!! Logo depois desses 3 jogos terríveis foi o meu aniversário (dia 5). Esse FRANGUEIRÃO estragou meu dia…
Mesmo com a melhora durante o campeonato, obtida com o retorno do Velloso ( jogo 4 ) e a melhora física dos jogadores, o Palmeiras terminou em último no grupo, com um saldo de gols negativo (-10).
Dia 27 de fevereiro o Palmeiras começa na Libertadores vencendo o Corinthians por 1 x 0. Em seguida, dia 3 de março, venceu o Cerro Porteño por 4 x 2 em Assunção, no Paraguai. Em seguida, sofremos uma derrota pra o Olímpia, também do Paraguai, e apenas 2 dias após a vitória contra o Cerro. E foi goleada: 4 x 2.
Mais um jogo após apenas 2 dias: começa o Campeonato Paulista, e o Palmeiras empata em 1 x 1 com o Santos. Observem que o Palmeiras realiza uma verdadeira “maratona”, jogando um jogo depois do outro. Hoje, os jogadores têm 4 dias para descansar e reclamam de jogar 2 jogos na mesma semana.
No dia 12 o Palmeiras retorna à Libertadores com um tropeço que causou polêmica. O goleiro Velloso errou e cedeu o empate de 1 x 1 ao Cerro Porteño. A torcida do Palmeiras fica revoltada com o erro do goleiro, mas o maior momento de crise para a nossa torcida ainda estava por vir: dia 16, durante um “rachão”, Velloso se contunde e ficará 40 dias fora. Quem assume o gol agora?
O retorno do Frangueirão
“Nãaaaaaao meu Deus, por quê está fazendo isso comigo??? Estávamos tão bem na Libertadores, tão perto, TÃO PERTO, E AGORA ESSE FRANGUEIRO VOLTA???”
É, eu sei que hoje a frase parece blasfêmia, mas foi praticamente esse o pensamento da maioria dos palmeirenses na época. Eu fiquei em choque, nem as palavras acima descrevem exatamente como me senti.
E já começamos a cair novamente e culpando o mãos-de-alface: perdemos de 2 x 1 para o Corinthians (18 de março). O Felipão já até estava querendo pular do barco depois da Libertadores. Começava mais uma crise no Palestra. Até a parceria com a Parmalat estava ameaçada.
8 de abril o Palmeiras venceria de virada o Cerro Porteño (que sufoco, meu Deus!) e se garante nas oitavas de final.
A pedreira que o Palmeiras queria evitar nas oitavas de final era o Vasco, que havia sido o campeão da Libertadores de 1998. Infelizmente não deu pra evitar, e o jogo contra eles no dia 14 de abril rendeu somente um empate: 1 x 1 no Palestra Itália.
No intervalo entre o jogo de ida e o de volta, o Palmeiras empata com os bambis no Campeonato Paulista: 4 x4 – e com time misto. O jogo foi incrível, e novamente, o Frangueirão em questão tomou 4 gols, nos deixando enlouquecidos!
Ao contrário do que esperávamos, no jogo em São Januário, o Palmeiras e o Frangueirão fizeram bonito: 4 x 2.
Agora começa a verdadeira maratona: Libertadores, Campeonato Paulista e Copa do Brasil. Disputando 3 torneios simultaneamente, o Palmeiras seguia tentando fazer bonito nos 3, ao invés de priorizar o “mais importante” como se faz hoje. No dia 28 de abril, vencemos o Vitória por 3 x 2 e seguimos para as quartas de final da Copa do Brasil.
A partir deste ponto alguma coisa mudou. Alguns dizem que foi porque o Felipão ganhou um Santo Expedito (padroeiro das causas impossíveis), outros dizem que o entrosamento do time melhorou. Pra mim, foi um milagre.
Começam os milagres
Na primeira partida contra o Corinthians, pelas quartas de final da Libertadores (dia 5 de maio), o frangueirão acertou a mão e os atacantes os pés: vitória por 2 x 0. O Marcos fez defesas incríveis e fechou o gol.
Depois perdemos de 5 x 1 do São Paulo no Campeonato Paulista. Jogamos com o time reserva
O começo da lenda
Realizado no dia 12 de maio, este jogo marcaria para sempre o coração das duas maiores torcidas do estado de São Paulo. Na Libertadores, Corinthians revida o placar do jogo anterior e consegue levar a decisão para os pênaltis.
E aí:
Depois tivemos duas derrotas seguidas. Na Copa do Brasil perdemos no Rio de Janeiro, 2 x1 para o Flamengo. Na Libertadores, perdemos de 1 x 0 para o River Plate, na Argentina.
Nada pra se alarmar, já que os placares foram baixos. Demos a volta por cima vencendo o Flamengo por 4 x 2 e também o River Plate por 3 x 0, ambos no Palestra Itália. Agora passamos para as semifinais da Copa do Brasil e para as finais da Libertadores.
Na copa do Brasil, empate de 1 x 1 contra o Botafogo no Palestra, seguido de uma derrota para o Deportivo Cali (Colômbia) por 1 x 0 e outra derrota do time reserva no Campeonato Paulista – 2 x 1 para o Santos (semifinal).
3 dias após a derrota para o Santos, quase perdemos de novo jogando com time misto, mas passamos para a final ganhando de virada – 2 x 1. Mais 3 dias depois, caímos fora da Copa do Brasil – o jogo foi 1 x 1, mas perdemos nos pênaltis. Êeeita Frangueirão =P
Dia 13 de junho, 2 dias depois da última partida contra o Santos, perdemos para o Corinthians de 3 x 0 na final do Paulista, jogando com time reserva.
Novamente, outro jogo após 3 dias. E era o jogo mais importante de todos: o jogo de volta da Libertadores contra o Deportivo Cali. O placar foi 2 x 1, então tivemos pênaltis novamente:
De Frangueirão a São Marcos, consagrado com o título da Libertadores e também o de melhor jogador da competição. Esse dia 16 de junho marcou não somente o dia em que parei de chamar o Marcos de Frangueirão, mas também o início de uma trajetória inigualável e do amor eterno que nós palmeirenses manteremos para sempre em nossos corações.
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Marcos, você vai ser pra sempre o meu mais querido Frangueirão. Amo você =]
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